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Stablecoin que Paga rendimentos! Protocolo Pi Chega com Tudo

Na terça-feira (18/02/2025), o mundo das criptomoedas foi abalado por uma notícia bombástica: Reeve Collins, um dos criadores originais da famosa Tether, anunciou o lançamento de uma nova stablecoin chamada Protocolo Pi.

Diferente da USDT, que é apenas uma moeda estável atrelada ao dólar, o Protocolo Pi promete algo inovador: pagar rendimentos diretos para quem investir, usando ativos como títulos do Tesouro dos EUA. A revelação foi feita em uma entrevista à Bloomberg e já está gerando debates intensos entre especialistas e entusiastas.

Essa novidade chega em um momento crucial. Nos Estados Unidos, políticos favoráveis às criptomoedas estão pressionando por uma lei específica para regular as stablecoins, o que pode abrir portas para uma adoção global ainda maior.

Com essa movimentação, a competição entre as moedas estáveis vai esquentar, e recursos como rendimentos podem ser o diferencial que vai fazer projetos como o Protocolo Pi se destacar no meio de tantas opções.

O Que Torna o Protocolo Pi Tão Especial? Uma Stablecoin que Paga para Você Guardar

Mas o que exatamente é o Protocolo Pi? De acordo com a reportagem da Bloomberg, essa nova stablecoin vai chegar às redes Ethereum e Solana no segundo semestre de 2025. Embora os detalhes sobre como os rendimentos serão gerados ainda sejam escassos, a ideia é usar ativos tokenizados – como títulos governamentais e outros investimentos seguros – para oferecer lucros aos investidores. É uma abordagem que segue uma tendência crescente no setor.

Para entender melhor, basta olhar para exemplos recentes. A USDM, da Mountain Protocol, já oferece um retorno anual de 4,7%, enquanto a sUSDe, da Ethena, se tornou líder entre as stablecoins com rendimentos, alcançando impressionantes US$ 4,5 bilhões em circulação. Essas moedas mostram que os investidores estão cada vez mais interessados em stablecoins que não só mantenham o valor, mas também gerem lucro.

Por outro lado, as stablecoins tradicionais, como USDT, USDC e DAI, focam exclusivamente em estabilidade, sem oferecer nenhum tipo de retorno. É aí que entra a inovação do Protocolo Pi. Ele se junta a outros projetos, como o fundo BUIDL da BlackRock e o sDAI da MakerDAO, que estão revolucionando o mercado ao tokenizar ativos e atrair bilhões de dólares em investimentos. Em 2024, a Tether mostrou o poder desse modelo ao reportar lucros líquidos de US$ 13 bilhões, graças a uma carteira diversificada que inclui títulos governamentais, operações de recompra (repos) e outros instrumentos financeiros.

Quem é Reeve Collins? O Gênio por Trás da Nova Revolução das Criptos

Quem é o homem por trás dessa ideia audaciosa? Reeve Collins não é nenhum novato. Entre 2013 e 2015, ele foi CEO da Tether, ajudando a construir a parceria estratégica com a corretora Bitfinex e participando diretamente da criação do precursor da USDT, chamado “Realcoin”. Lançado em 2014 na rede Omni do Bitcoin, o “Realcoin” foi o embrião da maior stablecoin do mundo hoje.

Depois de deixar a Tether, Collins não parou. Ele fundou a BLOCKv, uma plataforma pioneira em NFTs, e vendeu a startup de jogos Pala Interactive para a Boyd Gaming por nada menos que US$ 70 milhões. Agora, com o Protocolo Pi, ele está de volta ao centro das atenções, prometendo sacudir novamente o mercado das criptomoedas.

USDT Ainda Domina, Mas Está Sob Ameaça? A Guerra das Stablecoins Começa

Apesar de toda a inovação, a USDT continua sendo a rainha indiscutível das stablecoins. Com um volume médio de negociação de cerca de US$ 34 bilhões por dia, ela supera até o Bitcoin, que movimenta US$ 33 bilhões em média. Mas a hegemonia da USDT pode estar em risco. Projetos como o Protocolo Pi, que combinam estabilidade com rendimentos, estão desafiando o status quo e forçando as gigantes tradicionais a se reinventarem.

A concorrência não para por aí. A nova legislação nos EUA pode criar um ambiente ainda mais favorável para essas moedas, incentivando a inovação e a competição. Enquanto isso, investidores estão se perguntando: será que o Protocolo Pi vai roubar a coroa da USDT? Ou será que as duas podem coexistir, cada uma atendendo a públicos diferentes?

O Futuro das Stablecoins: Lucro ou Estabilidade?

O lançamento do Protocolo Pi levanta uma questão maior: o que os investidores querem? Apenas uma moeda segura, como a USDT, ou algo que também traga retorno, como o novo projeto de Collins? Com o mercado de criptomoedas em constante evolução, a resposta pode definir quem vai liderar o setor nos próximos anos. Se o Protocolo Pi cumprir o que promete, ele pode não só atrair milhões de dólares em investimentos, mas também inspirar uma nova geração de stablecoins focadas em lucro.

Por enquanto, o mercado está em polvorosa, com analistas debatendo se essa é a próxima grande coisa ou apenas mais uma tentativa de desafiar a hegemonia da Tether. Uma coisa é certa: o jogo das stablecoins nunca mais será o mesmo.

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Souza Crypto

Por Souza Crypto

Meu nome é Souza, assim sou conhecido no mundo cripto. Estou no mercado de criptomoedas desde 2019 e, ao longo dos anos, acompanhei ciclos de alta e baixa, inovações tecnológicas e mudanças regulatórias. Aqui, compartilho meu aprendizado, trazendo insights valiosos sobre as criptomoedas.