O token LIBRA, promovido com pompa pelo presidente argentino Javier Milei, virou um dos maiores desastres do mercado cripto em 2025. O que começou como uma promessa de revolução econômica acabou em um colapso avassalador, deixando 86% dos traders com um prejuízo de US$ 251 milhões, segundo dados on-chain. Enquanto isso, um seleto grupo de oportunistas embolsou US$ 180 milhões, rindo enquanto o caos se instalava. Como uma criptomoeda tão hypada desmoronou em tão pouco tempo?
Tudo começou em 14 de fevereiro de 2025, quando Milei soltou um tuíte que incendiou o mercado. O preço de LIBRA disparou para US$ 4,55, atraindo uma horda de investidores sedentos por lucro rápido. A narrativa era irresistível: uma memecoin ligada a um líder carismático, vendida como o futuro da economia argentina. Mas o castelo de cartas ruiu rápido. Hoje, de acordo com o CoinGecko, o token registra uma queda diária de mais de 16%, negociado a míseros US$ 0,21. Um tombo que ninguém viu chegar — ou será que alguns já sabiam?
Lucro Rápido ou Tombo Histórico? A Verdade por Trás de LIBRA
Uma análise da Nansen, empresa especializada em dados cripto, jogou luz no estrago: 70% das carteiras que negociaram LIBRA entre 16 e 18 de fevereiro terminaram no vermelho. A culpa? O hype desenfreado criado por Milei, que pintou a cripto como uma inovação econômica para a Argentina. Muitos entraram na onda sem pestanejar, movidos pela euforia e pela esperança de enriquecer overnight. Só que o mercado não perdoa amadores.
Enquanto a maioria chorava, alguns riam. Dois endereços misteriosos compraram LIBRA às 19:01 e venderam às 19:44 (horário de Brasília), lucrando milhões em menos de uma hora. O trader conhecido como HyzGo2 foi o destaque, embolsando US$ 5,1 milhões em uma jogada especulativa digna de filme. Quem eram esses sortudos? Insiders ou apenas gênios do timing? A falta de respostas só aumenta a desconfiança.
O fiasco também expôs a fragilidade das memecoins. Criada na blockchain Solana, LIBRA prometia ser mais que um meme, mas não passou de um castelo de areia. Especialistas alertam que o padrão é clássico: uma figura pública infla o preço, a multidão entra em pânico para comprar, e os primeiros a sair levam o ouro. O resto? Fica com o prejuízo.
Milei Fugiu da Raia: Quem Ganhou e Quem Perdeu no Fiasco de LIBRA
O golpe final veio quando Hayden Davis, suposto criador de LIBRA, admitiu que a cripto não tinha fundamento — era só uma memecoin fajuta. Milei, sentindo o calor, apagou seu tuíte original e tentou se distanciar do escândalo. Tarde demais. A queda vertiginosa do token gerou uma onda de indignação entre os investidores, que se sentiram traídos por quem confiaram.
Os números contam a história: 34 carteiras lucraram mais de US$ 1 milhão, enquanto outras amargaram perdas colossais. As carteiras mais afetadas somaram prejuízos de US$ 40,9 milhões, um banho de água fria para quem sonhava com fortuna. Entre os grandes perdedores está Dave Portnoy, famoso investidor e personalidade da mídia, que perdeu US$ 6,3 milhões. Curiosamente, ele recebeu um reembolso de US$ 5 milhões, levantando suspeitas de favorecimento por insiders. Coincidência ou manipulação?
O impacto não ficou só em LIBRA. A rede Solana, que hospedava o token, sentiu o abalo: seu valor caiu 16%, e a liquidez despencou de US$ 12,1 bilhões para US$ 8,29 bilhões. Um efeito dominó que mostra como uma única cripto pode arrastar um ecossistema inteiro para o buraco.
“LIBRA: O Escândalo que Abalou Milei e Exige Sua Atenção!”
O caso LIBRA reverbera como um terremoto no mercado cripto, abalando a credibilidade de Milei e da própria Solana. Analistas apontam que o envolvimento de figuras públicas em projetos duvidosos é uma bomba-relógio. “O ciclo é sempre o mesmo: hype, alta astronômica e queda livre. Quem quer lucrar precisa de cautela”, alerta a Nansen. A pergunta que fica: até onde vai a confiança em criptos impulsionadas por famosos?